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Defesa da EdTech: Justiça digital para a educação pública
A campanha de defesa da EdTech da GCE pressiona para que a tecnologia na educação promova, e não prejudique, o direito à educação pública gratuita, inclusiva e de qualidade, bem como à aprendizagem ao longo da vida para todos. A campanha concentra-se em colmatar as disparidades digitais, proteger os sistemas públicos da comercialização prejudicial e garantir que a digitalização fortaleça, em vez de substituir, o papel dos professores e das instituições públicas.
Por que é necessária a defesa da EdTech
A crescente dependência de ferramentas digitais aprofundou as desigualdades existentes, com a conectividade e os dispositivos concentrados em contextos mais ricos, enquanto os alunos em ambientes de baixa renda e afetados por crises são deixados para trás. Ao mesmo tempo, poderosos atores privados estão a remodelar os mercados da educação e a influenciar as agendas políticas, muitas vezes sem regulamentação, transparência ou responsabilidade adequadas.
A nossa visão para uma EdTech transformadora e de interesse público
A GCE prevê soluções digitais e tecnológicas que ampliem o acesso à educação, apoiem a continuidade da aprendizagem e fortaleçam o pensamento crítico, o envolvimento cívico e a participação democrática. A tecnologia deve ser implantada como uma ferramenta pedagógica acessível, segura, respeitadora dos direitos e orientada por regulamentação de interesse público, e não como um substituto para professores devidamente formados e remunerados de forma justa.
O que a GCE defende
Eliminar a exclusão digital
Os governos devem investir para que nenhum aluno seja deixado para trás quando a conectividade e o acesso à tecnologia se expandirem, com especial atenção aos alunos com deficiência, aqueles em situações de emergência e aqueles que atualmente estão mais distantes dos sistemas educativos. A digitalização deve ser acompanhada por investimentos em infraestruturas, dispositivos, design inclusivo e apoio aos alunos, professores, pais e comunidades.
Conteúdo digital público, aberto e relevante
Os Estados devem fornecer currículos gratuitos, abertos e contextualmente relevantes, bem como conteúdo educativo digital de alta qualidade, resistindo a modelos que prendem as escolas a plataformas proprietárias e aprofundam o controlo comercial sobre a educação pública. As ferramentas digitais devem apoiar uma educação inclusiva, transformadora em termos de género e sensível às línguas, culturas e conhecimentos locais.
Literacia digital e de dados crítica
Os sistemas educativos precisam de promover o pensamento crítico a par das competências digitais, para que os alunos possam navegar, questionar e utilizar com segurança as informações online, as plataformas e as ferramentas baseadas em IA. Isto inclui compreender o poder, a vigilância e a extração de dados em ambientes digitais, e defender o espaço cívico e a participação democrática online e offline.
Proteger professores e profissionais da educação
Os governos devem investir no desenvolvimento profissional contínuo para que os professores possam integrar eficazmente a tecnologia de forma a defender os princípios pedagógicos e os direitos dos alunos. A implantação da tecnologia nunca deve ser usada para justificar cortes nos orçamentos da educação, a precarização do trabalho dos professores ou o enfraquecimento da sua autonomia profissional e liberdade académica.

Como funciona a campanha
A campanha de defesa da EdTech combina pesquisa global, análise de políticas e aprendizagem em todo o movimento com a defesa a nível nacional liderada pelas coligações da GCE. Os membros da GCE documentam o impacto da digitalização e privatização, partilham lições através do Learning Hub e trabalham em conjunto para influenciar os principais atores da EdTech, processos multilaterais e debates sobre financiamento, para que a transformação digital promova o ODS 4 e a justiça na educação.
